Sistemas de Engenharia Conjunta (Engineered Systems)
12/21/2011 ás 11 | Na categoria Exadata, Exalogic, Exalytics, Oracle Database Appliance, SPARC Supercluster | Publicar um comentárioNão é hábito em Portugal fazer traduções de termos técnicos provenientes do inglês, mas de fato os “nuestros hermanos” encontraram uma expressão para traduzir Engineered Systems que eu acho fenomenal: Sistemas de Engenharia Conjunta (SECs).
Acho que a tradução é fenomenal porque capta o espirito por trás destes produtos que representam um velho sonho.
Quem trabalhava com tecnologia nos anos 70 ou até mesmo 80, não podia deixar de dissociar a máquina (hardware) e o sistema que esta executava que a permitia efectuar as suas tarefas (software).
Com o passar dos anos, e com a especialização tecnológica as espalhar-se entre vários fabricantes, estas duas faces da mesma moeda acabaram por se ir separando, e hoje não existe um gestor de TI que não tenha responsáveis por diferentes camadas quer do hardware quer do software. Aquilo que se ganhou em aparente flexibilidade perdeu-se em desempenho.
Para que um único fabricante recuperasse esta simbiose foram precisos acontecerem uma série de eventos ao longo dos últimos anos:
- Evoluções a nível tecnológico no mercado do chamado “Commodity Hardware”. Aqui temos de “tirar” o chapéu a empresas como HP e DELL que levaram este conceito ao limite. Mas quem realmente foi o motor das evoluções foi uma outra empresa chamada INTEL.
- Complexidade crescente dos sistemas, exigindo para tal hordes de pessoas para colocar um sistema em produção
- Necessidades de negócio mais voláteis e dinâmicas que nunca. Algumas empresas chegam ao ponto de mudar completamente o seu modelo de negócio para sobreviver, fundem-se com outras, ou adquirem outras empresas, e no meio de tanto dinamismo os sistemas actuais não conseguem ser adaptados com a mesma velocidade
Depois de se consolidar no mercado do software como lider incontestado, a Oracle é realmente quem se posicionou para que a simbiose entre hardware e software se conseguisse recuperar. Depois de várias tentativas, mais ou menos falhadas no mercado as “appliances” é com a aquisição da Sun ou a sua eminente aquisição, que este projecto de Sistemas de Engenharia Conjunta descola para níveis nunca antes imaginados.
Naturalmente o “status quo” estranhou, mas gradualmente quer engenheiros, quer gestores de TI, quer consultores estão a perceber quais as vantagens em não retornar a uma passado em que uma aplicação demora meses a ser colocada em produção, e em que o aprovisionamento de capacidade está dependente de infinitas burocracias internas e caprichos sem sentido.
Num próximo artigo tentarei fazer um mergulho mais profundo em cada um dos SECs, mas para que fiquem com uma ideia eles já são em número suficiente para que se possam considerar uma tendência inevitável:
- Oracle Database Machine aka Exadata. A “estrela” e irmã mais velha. A plataforma onde o produto “Oracle Database” executa com niveis de desempenho e qualidade de serviço sem precedentes. Um salto quantico em tecnologia que tem permitido muitas empresas mudarem os seus processos radicalmente.
- Oracle Middleware Machine aka Exalogic. O equivalente mas na camada de software que menos pessoas entendem: middleware. Dado que a Oracle foi ao mercado e adquiriu os melhores em cada segmento e depois criou uma fusão entre as melhores capacidades de cada um, esta camada é para a Oracle: Fusion Middleware. Facilmente se poderia chamar Best of Breed Middleware. Também esta plataforma necessitava de uma infraestrutura de hardware que permitisse libertar todo o potencial do software. E é precisamente isso que o Exalogic representa.
- Oracle Database Appliance (ODA): Um sonho ainda mais velho. Uma máquina que qualquer empresa pode comprar na prateleira de um “supermercado” levar para “casa” ligar e em três passos configurar. O nivel de complexidade por trás (RAC, ASM, etc…) está completamente embrulhado por um interface gráfico de simples utilização que permite efectuar as mais complexas tarefas apenas através de “point-and-click”: Appliance Manager.
- SPARC Supercluster (SSC): Para mim o SEC com mais potencial e um dos mais excitantes do momento. Uma plataforma equipada com quatro superservidores, que podem ser divididos em dominios, e que em cada um destes dominios podem executar outros SECs (Exadata ou Exalogic) ou ainda usar como plataforma de computação genérica. Outro sonho tornado realidade trazendo o melhor de todos os mundos: SPARC T4, Solaris 11, Exadata, Exalogic, ZFS e Infiniband.
- Exalytics: O nome é genial e conceito também. Uma plataforma de BI onde podem ser efectuados processamentos analiticos usando tecnologia relacional (ROLAP) ou multi-dimensional (MOLAP). Tudo em 1 terabyte de memória com compressão de dados usando o motor IMDB Times Ten. Análise à velocidade do pensamento, e com ligação nativa por Infiniband a SECs Exadata.
- Big Data Appliance: Todos os ingredientes que não necessários para a construção de uma plataforma Big Data estão dentro deste SEC. Evita comprar as peças e montar, já está cá tudo. Capacidade de guardar informação de baixo valor não estruturada (Oracle NoSQL Database), capacidade de processar esta informação em cluster Mad-Reduce (Hadoop), e capacidade de exportar o resultado desse processamento para uma base de dados relacional (Oracle Loader for Haddop – OLH).
A tendência da lista é para aumentar, no entanto alguns destes SECs ainda não atingiram o seu momentum, e o que vamos assistir nos próximos tempos é a consolidação de alguns e afirmação de outros.
Há muitos anos que as Tecnologias de Informação e Comunicação não tinham tantas inovações ao nível do Centro de Dados!
LMC
gUPo foi transformado em grupo aberto no LinkedIn
05/06/2011 ás 12 | Na categoria Geral | Publicar um comentárioCom cerca de 88% dos votos, o “SIM” ganhou e por isso o gUPo foi transformado em grupo aberto no LinkedIn. Aberto não significa desordem. Aliás vou usar a analogia do meu desporto favorito para explicar: desde 1968 o ténis transformou-se num desporto “aberto”. Basicamente os principais torneios de ténis no mundo (incluindo os torneios que compõem o Grand Slam) passaram a abrir as suas portas a jogadores profissionais.
No caso dos grupos abertos do LinkedIn a única mudança para o gUPo é que os forums e os conteúdos passaram a estar indexados nos motores de pesquisa e podem ser lidos por pessoas que não são membros. No entanto para participar, partilhar e criar forums, continua a ser necessária uma conta no LinkedIn e ser membro do gUPo.
Uma motivação adicional para quem pesquisa, e para quem faz “post” (comenta ou cria forums).
Venham de lá esses posts!
LMC
Inquérito: converter gUPo em grupo aberto no LinkedIn?
03/26/2011 ás 03 | Na categoria Geral | Publicar um comentárioDesde que foi aberto no LinkedIn o gUPo tem sido activamente usado pelos seus membros como forma de partilhar informação e discussão.
No entanto a politica de grupos do LinkedIn fazia com que este forum não fosse pesquisável fora do LinkedIn e por não-membros.
Essa funcionalidade é agora possivel, e dá pelo nome de Open Group (grupo aberto). Ser grupo aberto não significa que qualquer pessoa pode fazer parte do grupo, a politica de manter fora as agências de publicidade e outros agentes de entropia, continua, no entanto já não é preciso fazer login no LinkedIn ou fazer parte do grupo para ver o que se passa lá dentro.
Mantendo o espirito de abertura que existe desde o inicio era interessante que tal decisão fosse tomada pelo grupo para o qual vos convido a votar no seguinte URL:
Inquérito: http://polldaddy.com/poll/4790934/
Obrigado,
LMC
O que faz realmente o “root.sh” no final da instalação do clusterware (vulgo RAC)?
01/28/2011 ás 06 | Na categoria Dicas | Publicar um comentárioO que faz realmente o “root.sh” no final da instalação do clusterware (vulgo RAC)?
Faz muitas coisas. Na versão 11.2.0.2 já é resumable, mas para quem tem a versão imediatamente anterior e quer perceber, uma empresa holandesa deu-se ao trabalho de “descascar” e explicar.
É louvável, mas também muito útil caso seja necessário um dia mais tarde repetir algumas das tarefas manualmente, usando scripts e utilitários tão importantes como o famoso “rootcrs.pl”.
Divirtam-se e caso se tenha divertido mesmo muito se calhar está na altura de arranjar uma vida
http://www.rachelp.nl/index_kb.php?menu=articles&actie=show&id=63
LMC
Patch ao Exadata
01/15/2011 ás 01 | Na categoria Exadata | Publicar um comentárioActualizar uma Database Machine significa actualizarvárias camadas. E isso deve ser feito de forma integrada, suportada e acima de tudo pré-testada. As camadas são:
* Células de storage (Exadata Cells)
* Servidores de base de dados
* Switches de Infiniband
Em cada um há que actualizar não só o software mas também o firmware e o sistema operativo.
Parece complexo, mas há uma diferença colossal para uma infraestrutura “tradicional” de base de dados. Gostava de partilhar com todos um artigo que escrevi sobre a actualização de uma Database Machine e que mostra claramente a vantagem de ser o fabricante de sistemas a pensar nestas questões, e tirar as “dores” de integração dos clientes finais.
LMC
Como usar o método de particionamento por Hash
11/09/2010 ás 11 | Na categoria Dicas | Publicar um comentárioUm mito que espero ajudar a quebrar sobre a utilização do método de particionamento por hash, está agora patente em artigo de blog (texto) e num clip de video.
LMC.
“Dica da Semana”!
11/09/2010 ás 01 | Na categoria Dicas | Publicar um comentárioEtiquetas: dicas, oracle
Encontrei num site de uma empresa suiça, uma secção com Dicas Oracle que gostava de partilhar com os demais leitores. Deve ser antigo porque ainda tem o guia de instalação de Oracle8i em Windows NT, mas já possui também para versões mais recentes como o Oracle11g.
Não tem só dicas e manuais de instalação, possui uma pletora imensa de artigos e outras publicações sobre tecnologias Oracle e de outros fabricantes.
Aqui fica o URL:
http://www.akadia.com/html/publications.html#Oracle%20Tips%20of%20the%20Week
LMC.
Vai fazer download do patchset 11.2.0.2? Leia isto primeiro!
11/07/2010 ás 05 | Na categoria Dicas | Publicar um comentárioVejam aqui que cuidados devem ter para fazer o download do novo patchset para base de dados: 11.2.0.2
Evento Aberto em Lisboa: “Open Your Windows” com Tom Kyte
10/27/2010 ás 04 | Na categoria Geral | Publicar um comentárioEstá a ser desenhado para o próximo dia 16 de Dezembro um evento em Lisboa, Portugal, chamado “Open Your Windows”, que terá como orador principal Tom Kyte. Estarão presentes outros oradores nacionais e internacionais. Este é suposto ser um evento aberto à comunidade de utilizadores de tecnologias Oracle.
Este evento terá a chancela do gUPo e será daqui que irão surgir duas grandes novidades:
1 – ASKTOM exlcusivo para membros do gUPo
2 – CALL FOR PAPERS exclusivo para membros do gUPo
Em mais detalhe:
ASKTOM
**********
Quem quiser colocar uma questão em viva voz ao Tom Kyte durante o evento deverá enviá-la o quanto antes com o subject ASKTOM para o email: LUIS.CAMPOS@ORACLE.COM ou OCPDBA@YAHOO.COM.
De todas as questões enviadas, serão selecionadas algumas pelo próprio Tom Kyte e os felizes contemplados deverão estar no evento de forma a garantir que vão poder colocar a questão directamente ao Tom.
Atenção as perguntas enviadas sem o subject ASKTOM poder-se-ão perder, por isso não se esqueçam de colocar essa descrição no assunto/subject. Quem quiser colocar a questão e não fôr membro do gUPo tem até ao evento para aderir e poder assim participar.
Mais tarde as respostas do Tom poderão ser colocadas no blog do gUPo, depois do evento, assim como outros conteúdos.
CALL FOR PAPERS
**********************
Desafiamos os membros do gUPo a participar no evento como oradores. O tema é aberto, mas deverá centrar-se em torno da tecnologia de base de dados Oracle. Aqui não há limite de participações, mas vamos tentar arranjar lugar para todos os que apresentarem bons Case Studies, e outros casos de sucesso.
A apresentação deverá ser enviada com o subject OPEN YOUR WINDOWS: CALL FOR PAPERS para um dos emails: LUIS.CAMPOS@ORACLE.COM ou OCPDBA@YAHOO.COM, em formato PPT ou ODP. Não deverá exceder os 30 slides e seria bom se fosse acompanhado por um documento explicativo, ou então usar as notas dos slides. Os selecionados poderão vir a ser convidados para um dry-run de forma a garantir que tudo correrá bem.
Não é o “Open World”, mas é um evento inédito em Portugal (mas também começa por “Open”
) e onde vai caber à comunidade um papel importante em fazer dele um sucesso.
Assim que a agenda estiver fechada, daremos mais novidades.
Até lá colaborem!
LMC.
Tarde Oracle sobre ExaCloud!
10/15/2010 ás 11 | Na categoria Exadata, Novas Versões | Publicar um comentárioEtiquetas: exadata, exalogic
Se poder venham à Oracle Lisboa, no Lagoas Park, edificio 8, para ouvir as novidades resultantes dos lançamentos no OOW 2010. Registem-se e apareçam:
LMC
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